Prédios do Litoral Estão Doentes?

Dúvidas como essa tem se intensificado ante a sucessão de tragédias ocorridas em construções brasileiras como a do Palace II, do Shopping de Osasco, da igreja Evangélica em São Paulo e, mais distante no tempo, porém não menos lamentável , a que resultou no desabamento do prédio em Guaratuba, no litoral paranaense.

Todos esses acontecimentos custaram a vida de muitas pessoas e surpreenderam àqueles que se julgavam protegidos. Mesmo quando as perdas são apenas materiais, não raro são vultuosas. Por isso, todos os tipos de construções, sejam elas grandes ou pequenas, residenciais ou comerciais, merecem a respectiva atenção não só por parte dos construtores, mas também dos condôminos. Não pelo fato de serem mal ou bem executadas, mas pela simples razão de que todo bem deve receber manutenções planejadas, tais como carros, equipamentos, aparelhos, eletrodomésticos, dentre outros.

As causas para os desastres são muitas vezes técnicas, porém a inexistência de uma manutenção preventiva e corretiva e o mau uso da construção permitem que as estruturas das edificações – principalmente no litoral, onde os efeitos da umidade, da salinidade e, por conseguinte, da corrosão de armaduras são mais intensos – deteriorem-se de forma mais rápida, dificultando a sua restauração e/ou recuperação, bem como um eventual reforço, proporcionando assim complexidade e custos crescentes, diretamente proporcionais ao tempo de espera do serviço.

Com base em um diagnóstico o mais preciso possível das patologias das edificações, pode-se elaborar todo um projeto para executar a restauração, recuperação e/ou o reforço da estrutura. Por esta razão, as inspeções técnicas periódicas das construções devem ser realizadas por empresas especializadas, percorrendo toda a edificação e, se necessário, procedendo escarificações e testes de concreto, de modo a evitar que problemas, às vezes de simples solução, venham a se tornar perigos iminentes.

Além disso, estas vistorias devem ser encaradas como sendo uma prevenção de futuros inconvenientes para os condomínios, que podem aparecer como pequenos vazamentos e depois acabam provocando danos graves à estrutura, extremamente prejudiciais a funcionalidade da mesma.

Portanto, cabe a cada um dos usuários das construções observar a necessidade das manutenções constantes, preventivas e corretivas, das edificações. Com isso, a vida útil dos bens particulares podem ser estendidas, tal qual os respectivos valores monetários, além de proporcionar maior comodidade e segurança para os cidadãos, sejam eles proprietários ou não de imóveis.